Factual Comunicação

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Salas de Situação auxiliam no controle de enchentes

Muita ou pouca chuva, muita ou pouca água, eis a grande questão de interesse diário para o Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul (CBH-PS) e o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), do Governo do Estado. É na época das cheias, no entanto, que os profissionais de imprensa, técnicos e a própria população mais utilizam os serviços das chamadas Salas de Situação do DAEE.Na capital, ela funciona na rua Boa Vista, 170, no Centro, e monitora, como as demais, o potencial das precipitações nos vários períodos do ano. 

O radar metereológico detecta as chuvas que se aproximam, sua velocidade, mais ou menos em quanto tempo chegará e em quais regiões ocorrerão com maior probabilidade. Reúne todas essas informações que, cruzadas com a de outros serviços, desencadeia enorme benefício para a população.

Entre as vantagens do recurso é que, a partir dos dados do radar, torna-se possível conectar-se – com antecedência – às equipes da Defesa Civil, a fim de que tomem medidas de evasão dos moradores das áreas de risco, em especial aqueles que vivem às margens dos rios e córregos sujeitos a inundações, além de encostas com chances de deslizamento de terra.

A quarta Sala de Situação do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), que integra o Sistema de Previsão e Alerta de Enchentes de São Paulo foi inaugurada em maio desse ano em Taubaté e, por meio de estações implantadas nos cursos dos rios, que enviam dados através de um sistema de telefonia, a sala permite o monitoramento em tempo real das chuvas que atingem a bacia do rio Paraíba do Sul e o Litoral Norte. 

De acordo com o Presidente do Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul (CBH-PS), Luiz Roberto Barretti, a Sala de Situação vem somar com as ações que o comitê proporciona através de uma deliberação de 2010. “A deliberação destinou recursos do Fehidro no montante de R$ 918 mil para a implantação de equipamentos de uma rede de monitoramento hidrológico na Bacia do Rio Paraíba do Sul, em especial na região de São Luis do Paraitinga na época em que o município foi atingido pelos efeitos de chuvas extremas na região”, explicou.

Os primeiros aparelhos de monitoramento já foram instalados no rio Paraitinga, nas cidades de São Luís do Paraitinga e Lagoinha e os dados emitidos pelos aparelhos irão registrar o volume de chuva que poderá cair, em quanto o nível dos rios poderá subir e em quanto tempo a chuva poderá chegar a determinada região.  A sala também tem como função monitorar o avanço das chuvas sobre as cidades do Vale por meio de imagens do radar meteorológico do DAEE e da imagem integrada entre os radares e o Google.

Segundo Francisco Carlos dos Santos, responsável pelo monitoramento realizado na sala, há a previsão de instalarem mais dez postos de monitoramento ao longo do rio Paraitinga, mais dez no rio Paraíba do Sul e mais um no rio Paraibuna. “Os aparelhos de monitoramento permitem a realização de um trabalho preventivo, evitando desastres com as chuvas da região e protegendo a população”, comenta. Francisco explica que a intenção é colocar 32 postos de monitoramento ao longo do Vale, formando assim uma rede preventiva para a região.

“Para atingir as metas previstas no programa de monitoramento que está sendo implantado pelo Governo do Estado de São Paulo por meio do DAEE, em relação à precisão e rapidez das informações prestadas, serão instalados outros postos telemétricos já acordados, buscando contemplar o território da bacia do rio Paraíba do Sul”, completa Mostarda. Em Taubaté, a Sala de Situação irá trabalhar com dados do Radar Meteorológico de Salesópolis. O mesmo serviço já existe na sede do DAEE, em São Paulo, e nos escritórios de Piracicaba e Registro. 

Para que a demanda seja atendida, o DAEE também desenvolveu um sistema de cadastramento de líderes de comunidades e da população em geral. Por meio dele, moradores das áreas ribeirinhas e encostas cadastradas recebem mensagens com cerca de até duas horas de antecedência das chuvas, a fim de que possam tomar providências para salvar vidas e seus patrimônios. Para tanto, o Estado foi dividido em regiões, mapeados os pontos em que estão localizadas essas encostas e córregos que historicamente sempre extravasam.

O sistema de alerta e controle de enchentes, instalado nas quatro salas de Situação do DAEE – na Capital, nas cidades de Piracicaba, Taubaté e Registro – acompanha e avalia a chuva, em tempo real. O monitoramento efetuado é igualmente importante em períodos de estiagem para a operação de barragens e reservatórios, a definição das descargas a serem liberadas, a manutenção de níveis mínimos para possibilitar a navegação, no caso do rio Tietê, assim como a movimentação das barcaças nos serviços de desassoreamento, executados na época de estiagem, antecedendo as estações chuvosas.

Fonte: Factual Comunicação

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